"Esta noite 200 milhões de crianças dormirão nas ruas, mas nenhuma delas é cubana." FIDEL CASTRO

terça-feira, 31 de maio de 2011

USO DO CELULAR PROVOCA CÂNCER?

video


Assistam o vídeo e tirem suas conclusões.


"O tipo de radiação que sai de um telefone celular é chamado de não-ionizante. Não é como um raio-X, mas mais como um forno de micro-ondas de baixa potência. "
"O que a radiação do micro-ondas faz, em termos mais simples, é semelhante ao que acontece aos alimentos no micro-ondas: cozinha o cérebro", disse Keith Black ao site da CNN, neurologista do Centro Médico Cedars-Sinai, em Lós Angeles.

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sexta-feira, 27 de maio de 2011

SOPRANDO NO VENTO



Soprando No Vento

Quantas estradas precisará um homem andar
Antes que possam chamá-lo de um homem?
Quantos mares precisará uma pomba branca sobrevoar,
Antes que ela possa dormir na areia?
Sim e quantas vezes precisará balas de canhão voar,
Até serem para sempre abandonadas?
A resposta, meu amigo, está soprando no vento
A resposta está soprando no vento


Sim e quantos anos pode existir uma montanha
Antes que ela seja lavada pelo mar?
Sim e quantos anos podem algumas pessoas existir,
Até que sejam permitidas a serem livres?
Sim e quantas vezes pode um homem virar sua cabeça,
E fingir que ele simplesmente não vê?
A resposta, meu amigo, está soprando no vento
A resposta está soprando no vento


Sim e quantas vezes precisará um homem olhar para cima
Antes que ele possa ver o céu?
Sim e quantas orelhas precisará ter um homem,
Antes que ele possa ouvir as pessoas chorar?
Sim e quantas mortes ele causará até ele saber
Que muitas pessoas morreram?
A resposta, meu amigo, está soprando no vento
A resposta está soprando no vento

quarta-feira, 25 de maio de 2011

A FALÁCIA DA CARGA TRIBUTÁRIA NO BRASIL

O Brasil teve, em 2009, a 22ª carga tributária no mundo. Dos países que tinham carga tributária maior que a nossa, 14 eram países desenvolvidos europeus.

O país mais rico do mundo, a Noruega, tinha carga tributária de 43,6% e arrecadou 25 mil dólares per capita. O Brasil tinha carga tributária de 38,4% e arrecadou 4 mil dólares PPC per capita.

Gostaria que os liberais mostrassem como fazer o milagre de se ter serviços de 25 mil dóleres arrecadando 4 mil.

Tabelas.

Gostei porque ele trouxe estatísticas que provam uma coisa óbvia. A comparação entre cargas tributárias dos diferentes países, repetidas de maneira leviana pela mídia, apenas fazem sentido se cotejadas com o tamanho do PIB per capita. Enfatizo o "per capita", visto que os gastos mais importantes de um Estado são a previdência social e a saúde pública, cuja magnitude é atrelada naturalmente à população.

Se um país tem um PIB per capita alto, ele pode até se dar ao luxo de ter uma carga tributária menor, porque o total arrecadado é grande. O que nem é o caso, visto que as nações desenvolvidas, em geral tem uma carga tributária bem elevada.

Repete-se, por outro lado, que alguns países ricos tem carga tributária menor que a do Brasil, como os EUA. De fato, a carga tributária nos EUA é de 28%, contra 38,8% no Brasil. Entretanto, como os EUA tem um PIB monstruoso, tanto absoluto como per capita, essa carga corresponde a uma arrecadação per capita de 13 mil dólares. A do Brasil, é de 3,96 mil dólares... Ou seja, a expressão clichê sobre o Brasil ter impostos de norte da europa e serviços públicos de qualidade africana nunca me pareceu tão absurda e idiota.




(CLIQUE NA TABELA PARA AMPLIAR)

Eu não sou a favor do aumento dos impostos. Tenho micro-empresa e estou sempre à beira de sucumbir sob o peso mastodôntico, complexo e kafkiano das taxas que desabam quase que diariamente sobre minha cabeça. Mas não podemos ver a questão com leviandade. A mídia patrocina uma campanha irresponsável contra o imposto no Brasil. Este deve ser simplificado, naturalmente, e porventura reduzido para empresas pequenas, mas devemos mostrar à sociedade a situação real. Não podemos nos comparar com nenhum país desenvolvido, porque o nosso PIB per capita ainda é baixo. Ainda temos que comer muito feijão com arroz.

Por outro lado, é igualmente injusto falar em "serviço público" africano, expressão que, além de ser politicamente incorreta, é também totalmente inexata. Temos uma previdência social quase universalizada. A saúde pública é abarrotada e sofre constrangimentos em vários setores, mas nosso sistema de vacinação é de primeiro mundo. O tratamento gratuito, inclusive com distribuição de remédios, que damos aos soropositivos, não encontra paralelo nem nos países mais avançados.

Não douremos a pílula, todavia. Ainda temos muito o que aprimorar em termos de serviço público, nas áreas de saúde, educação e infra-estrutura. Mas, por favor, sem a viralatice de nos compararmos às economias destruídas por longas guerras civis, nível de industrialização baixíssimo e desemprego às vezes superior à metade da população ativa.

O debate sobre a carga tributária tem que ser feito com muita seriedade, botando as cartas na mesa, evitando ao máximo o uso desses clichês desinformativos. Os impostos no Brasil são altos, pesam no bolso de empresários, classe média e no custo de vida dos trabalhadores. Mas em valores absolutos, o imposto é baixo, deixando pouca margem para o Estado gastar com serviços e infra-estrutura. O caminho, portanto, é investir no crescimento econômico e na racionalização cada vez maior do gasto público. Seria loucura, porém, promover uma redução brusca da carga tributária, que implicaria em jogar o valor do imposto per capita no Brasil ao lado das nações mais atrasadas do planeta. Ajamos com prudência, responsabilidade, inteligência, sem jamais deixar de lado o bem estar do povo e a necessidade de oferecer serviços de qualidade à população, pois sem isso poderemos até nos tornarmos um país rico, mas seremos sempre uma sociedade triste e miserável.
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quinta-feira, 19 de maio de 2011

RAUL JUNGMANN. Conselheiro e "Guru" da moral e da ética !!!




Eu sei que conselho e cigarro só se dá a quem pede, mas quer um "Seu Raul" ???

Traga teu título pra São Paulo que os tucanos daqui te dão um curral e tu te elege até pra Deputado Federal !!!

Foi assim com aquele teu correligionário e conterrâneo sem votos no teu Pernambuco, o "imoralista" Roberto Freire !!!



VIVA O PARTIDO DA ÉTICA !!!

VIVA O PARTIDO DA MORAL !!!

VIVA O PPS !!!


FONTE:


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quarta-feira, 11 de maio de 2011

A CRUZADA AMERICANA E AS LIÇÕES DE NUREMBERG

Julgamento de criminosos de guerra em Nuremberg

Os filhos de Bin Laden – conforme pronunciamento publicado ontem – acusam os Estados Unidos de terem violado os princípios imemoriais de justiça, como os do devido processo legal, ao assassinarem o chefe da família em Abottabad.
De forma clara, eles reclamam das Nações Unidas investigação sobre os fatos, e admitem levar o caso à Corte Internacional de Justiça. Um grupo de advogados britânicos já foi contatado.

Eles argumentam que sempre estiveram contra os atos de seu pai e, tal como os condenavam, condenam hoje o assassinato de um homem desarmado, que poderia ter sido preso vivo e submetido, como tantos outros, a um julgamento legal.

A idéia é clara: se o presidente Obama violou os princípios assumidos pela comunidade internacional e pela consciência do homem, tal como outros os violaram, e foram submetidos a julgamento, ele deverá ter o mesmo tratamento.
É certo que isso não ocorrerá.
Desde que o mundo existe, só são realmente punidos pelos tribunais os eventualmente mais débeis.
O grande intelectual católico e resistente francês François de Menthon, procurador da França no Tribunal de Nuremberg, pronunciou duas frases marcantes sobre aquele momento.
Em uma delas, ele define o que é o crime contra a humanidade: “crime contre le statut d’être humain, motivé par une ideologie qui est contre l’espirit, visant a rejeter l’humanité dans la barbarie”.
A definição terá servido, naquele momento, mas sempre temos dificuldade em definir que ideologia é contra o espírito e visa a reconduzir a humanidade à barbárie.
Como cada um de nós tem sua ideologia, é normal que defendamos a nossa e rejeitemos a que se contrapõe.
A outra frase de Menthon é mais incisiva como ajuda ao raciocínio. Quando todos sorriam diante da estupidez dos lemas e idéias nazistas, o francês comentou, com lúcido ceticismo: “Nós consideramos ridículos tais slogans, mas, se eles houvessem vencido a guerra, nós os estaríamos repetindo, e, em alguns casos, com entusiasmo”.

É com entusiasmo que muitos repetem os argumentos de Washington, que se resumem a um só: dispondo de força suficiente para impor a democracia made in United States e a sua peculiar exegese dos Human Rights, o governo de Obama agiu corretamente, ao invadir um país estrangeiro, ali matar algumas pessoas desarmadas, seqüestrar um cadáver que devia ser sepultado pelos familiares, e ameaçar, veladamente, países soberanos e outros inimigos, de agir da mesma forma, se assim considerar necessário.
É com esse entusiasmo que têm reagido, em sua maioria, os veículos de comunicação do mundo e alguns homens de Estado e dos meios acadêmicos.

Não tem faltado, desde o Iluminismo, os que profetizam nova barbárie para o homem. Essa barbárie se fundaria na aplicação tecnológica das descobertas da ciência e do mito da eficiência e do progresso. Essa visão profética e triste, que teve sua formulação admirável em Vico, quase se realizou sob o nazismo, com sua organização bélica e administrativa próxima da perfeição, de que foram exemplos os campos de concentração.
E já que falamos em Nuremberg, o substituto de François de Menthon na parte final do julgamento, Champetier de Ribes, foi preciso em seu pronunciamento final:

“O historiador do futuro, como o cronista de hoje, saberá que a obra de vinte séculos de uma civilização que se acreditava eterna escapou de desabar no retorno de uma nova forma da antiga barbárie, mais selvagem, por ser mais científica”.

Ainda não escapamos da barbárie que nos ameaçam o “pensamento único” e a arrogância de uma nação que se considera senhora da civilização ocidental, com a cumplicidade de seus grandes e pequenos vassalos.

Diante disso, só a reação dos homens e mulheres do mundo (no que de humano ainda nos resta) poderá salvar o melhor da nossa experiência histórica.

MAURO SANTAYANA – 11/05/2011


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ALÉM DE IMPOTENTE, A ONU AGORA É TAMBÉM HIPÓCRITA?!

Por Celso Lungaretti, no blogue Náufrago da Utopia

Tudo indica que já não tenhamos uma Organização das Nações Unidas, mas sim uma troupe de farsantes que covardemente se vergam à lei do mais forte e pateticamente douram a pílula com retórica falaciosa.

Disto já suspeitávamos face à omissão com que a ONU assistia às carnificinas perpetradas por Israel na Faixa de Gaza e até contra pacifistas que ousassem prestar ajuda humanitária aos palestinos confinados e oprimidos.

E também quando deixou de intervir militarmente contra o ditador da Síria, que massacra seu povo da mesmíssima maneira que o ditador da Líbia.

Para culminar, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, acumplicou-se com a operação pirata estadunidense que violou a soberania territorial do Paquistão para executar o terrorista aposentado Osama bin Laden e quem mais estivesse por perto, mandando balas a esmo num ambiente repleto de mulheres e crianças, além de sequestrar e dar sumiço nos restos mortais da vítima desta vendetta característica dos gangstêres de Chicago.

Numa entrevista coletiva em Genebra, Ki-moon acaba de dizer disparates do tamanho da lua:
"Sinto-me aliviado por ter sido feita justiça com este inspirador do terrorismo".

"Vocês devem entender que toda a operação foi realizada em condições muito difíceis e complicadas".
O bobo alegre Ki-moon:
um capacho dos poderosos
Que justiça foi feita quando todas as etapas foram queimadas, se não houve tribunal, não houve defesa, não houve sentença, não houve apelação, houve apenas o carrasco?!

E desde quando "condições muito difíceis e complicadas" justificam a eliminação a sangue frio de quem quer que seja?!

Se foi a ONU que falou pela boca de Ki-moon, deve ser extinta imediatamente, pois terá não só bisado a impotência responsável pelo fim inglório da Liga das Nações, como a ela acrescentado a hipocrisia de coonestar os crimes cometidos pelos poderosos.

Se não, deve destituir imediatamente este secretário geral que se tornou porta-voz da desumanidade, em gritante contradição com os ideais em nome dos quais foi criada.

sábado, 7 de maio de 2011

FIDEL CASTRO COMENTA “JUSTIÇAMENTO” DE OSAMA BIN LADEN




Aqueles que se ocupam desses temas sabem que, em 11 de setembro de 2001, nosso povo se solidarizou com o dos Estados Unidos e deu a modesta cooperação que podíamos oferecer no campo da saúde às vítimas do brutal atentado às Torres Gêmeas de Nova York.



Oferecemos também de imediato as pistas aéreas de nosso país para os aviões norte-americanos que não tiveram onde aterrissar, dado o caos reinante nas primeiras horas depois daquele golpe.



É conhecida a posição histórica da Revolução Cubana que se opôs sempre às ações que puseram em perigo a vida de civis.

Partidários decididos da luta armada contra a tirania batistiana, éramos, por outro lado, opostos por princípio a todo ato terrorista que conduzisse à morte de pessoas inocentes. Tal conduta, mantida ao longo de mais de meio século, nos dá o direito de expressar um ponto de vista sobre o delicado tema.



No ato público de massas efetuado na Cidade do Esporte expressei naquele dia a convicção de que o terrorismo internacional jamais se resolveria mediante a violência e a guerra.


Bin Laden foi, certamente, durante anos, amigo dos Estados Unidos, que o treinou militarmente, e adversário da URSS e do socialismo, mas qualquer que fossem os atos atribuídos a ele, o assassinato de um ser humano desarmado e acompanhado de familiares constitui um fato repugnante. Aparentemente foi isso que fez o governo da nação mais poderosa de todos os tempos.


O discurso elaborado com esmero por Obama para anunciar a morte de Bin Laden afirma: “…sabemos que as piores imagens são aquelas que foram invisíveis para o mundo. O lugar vazio na mesa. As crianças que se viram forçadas a crescer sem sua mãe ou seu pai. Os pais que nunca voltarão a sentir o abraço de um filho. Cerca de 3 mil cidadãos se foram para longe de nós, deixando um enorme buraco em nossos corações”.


Esse parágrafo encerra uma dramática verdade, mas não pode impedir que as pessoas honestas recordem as guerras injustas desencadeadas pelos Estados Unidos no Iraque e Afeganistão, as centenas de milhares de crianças que se viram forçadas a crescer sem sua mãe ou seu pai e os pais que nunca voltariam a sentir o abraço de um filho.

Milhões de cidadãos se foram para longe de seus povos no Iraque, Afeganistão, Vietnã, Laos, Cambodja, Cuba e outros muitos países do mundo.

Da mente de centenas de milhões de pessoas não se apagaram tampouco as horríveis imagens de seres humanos que em Guantânamo, território ocupado de Cuba, desfilam silenciosamente, submetidos durante meses e inclusive anos a insuportáveis e enlouquecedoras torturas; são pessoas sequestradas e transportadas a prisões secretas com a cumplicidade hipócrita de sociedades supostamente civilizadas.

Obama não tem como ocultar que Osama foi executado na presença de seus filhos e esposas, agora em poder das autoridades do Paquistão, um país muçulmano de quase 200 milhões de habitantes, cujas leis foram violadas, sua dignidade nacional ofendida, e suas tradições religiosas ultrajadas.

Como impedirá agora que as mulheres e os filhos da pessoa executada sem lei nem julgamento expliquem o ocorrido, e as imagens sejam transmitidas ao mundo?


Em 28 de janeiro de 2002, o jornalista da CBS Dan Rather difundiu por meio dessa emissora de televisão que em 10 de setembro de 2001, um dia antes dos atentados ao World Trade Center e ao Pentágono, Osama Bin Laden foi submetido a uma hemodiálise do rim em um hospital militar do Paquistão. Não estava em condições de esconder-se nem de proteger-se em cavernas profundas.

Assassiná-lo e enviá-lo às profundezas do mar demonstram medo e insegurança, convertem-no em um personagem muito mais perigoso.

A própria opinião pública dos Estados Unidos, depois da euforia inicial, terminará criticando os métodos que, longe de proteger os cidadãos, terminam multiplicando os sentimentos de ódio e vingança contra eles.



Fidel Castro Ruz

Havana - 4 de maio de 2011 - 20 h 34 m



FONTE: http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=153485&id_secao=9

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sexta-feira, 6 de maio de 2011

COMO OS EUA PROMOVEM A DEMOCRACIA E A LIBERDADE

O MASSACRE DE MY LAI - Vietnam


UMA PEQUENA CRONOLOGIA DOS

PRETENSOS "XERIFES" DO MUNDO



02/12/1823: LANÇADA A DOUTRINA MONROE: "A América para os americanos", base do futuro expansionismo dos EUA no Continente Americano, definindo suas fronteiras mais ou menos assim:

AO NORTE : O Canadá

AO LESTE : O Oceano Atlântico

AO OESTE : O Oceano Pacífico

E AO SUL : Até onde nós pudermos chegar


29/12/1845: Os EUA anexam o Texas, antes território mexicano.

02/02/1848: O México, vencido na guerra, cede aos EUA 2 milhões de km2.

31/03/1854: Forçado pela armada dos EUA, o Japão abre-se para o Ocidente.

11/11/1887: 4 sindicalistas condenados à forca nos EUA devido à greve de 1886. Outro se suicida no cárcere. Origem do 1º de Maio.

22/06/1898: Marines desembarcam em Daiquirí. Os EUA intervêm na Guerra de Independência de Cuba.

25/07/1898: Os EUA ocupam Porto Rico.

10/12/1898: Vencida na guerra, a Espanha cede aos EUA Porto Rico, as Filipinas e, na prática, Cuba.

23/03/1901: As tropas dos EUA que ocupam as Filipinas, após uma guerra que custa 500 mil vidas nativas, capturam o líder da rebelião, general Aguinaldo.

25/07/1901: Os EUA impõem a Cuba a Emenda Platt (que permite intervenções militares) e se apossam (até hoje) da base de Guantánamo.

02/09/1901: Theodore Roosevelt formula a frase-síntese da política externa dos EUA: "Fale macio e use um grande porrete (big stick)".

20/05/1902: Cuba, sob ocupação militar dos EUA, proclama a República

3/11/1903: O Panamá, instigado pelos EUA, separa-se da Colômbia. Os EUA ficam com a zona do futuro canal.

02/1/1904: Marines desembarcam na República Dominicana "para proteger propriedades e interesses dos EUA".

29/09/1906: 2ª intervenção dos Marines dos EUA em Cuba (ficam até 1909).

22/02/1910: Intervenção dos Marines dos EUA na Nicarágua.

29/07/1910: O presidente José Madaiz denuncia intervenção dos EUA na Nicarágua.

06/06/1911: Os EUA se apossam da alfândega da Nicarágua.

12/01/1912: Marines dos EUA ocupam Honduras.

05/06/1912: Marines dos EUA ocupam Cuba.

14/08/1912: Marines dos EUA ocupam a Nicarágua (ficam até 1925).

20/01/1915: Intervenção dos EUA na República Dominicana (ficam até 1940).

28/07/1915: Ocupação militar do Haiti pelos EUA (ficam até 1934).

29/11/1916: Os EUA ocupam a República Dominicana(ficam até 1922).

28/06/1918: Desembarque de marines dos EUA no Panamá.

09/04/1920: Marines dos EUA desembarcam na Guatemala.

10/09/1924: Marines dos EUA invadem Honduras.

19/04/1925: EUA desembarcam Marines em Honduras.

06/01/1926: Tropa dos EUA ocupa a Nicarágua para combater Sandino. Só sai em 1933 e deixa o ditador Anastácio Somoza no poder.

23/08/1927: EUA executam os ativistas sindicais Nicola Sacco e Bartolomeo Vanzetti, condenados sem provas e eletrocutados nos EUA apesar de incontáveis protestos, inclusive no Brasil. Na França, populares atacam a embaixada dos EUA

06/08/1945: Os EUA lançam a 1ª bomba atômica, em Hiroshima: 120 mil civis mortos (300 mil contando as vítimas da irradiação nuclear).

09/08/1945: Os EUA lançam a 2ª bomba atômica, em Nagasaki: 70 mil civis  mortos.

27/08/1945: Ocupação militar do Japão pelos EUA (que até hoje mantém bases e tropas no país).

19/08/1951: Os EUA fomentam Golpe militar no Irã, com 300 mortes. Cai o patriota Mossadegh, volta o xá Reza Pahlevi.

26/07/1956: O Egito de Nasser nacionaliza o Canal de Suez; a Inglaterra, França e EUA reagem com uma agressão militar.

15/07/1958: Marines dos EUA desembarcam no Líbano.

08/01/1962: Os EUA criam um conselho militar no Vietnã, prenúncio da guerra de 64-75

31/03/1964: Os EUA fomentam o Golpe militar no Brasil. O Depto de Estado dos EUA aciona a Operação Brother Sam: operação de “ajuda humanitária” com navios e aviões militares trazendo de “ajuda”  110 toneladas de armas para derrubar Jango.

25/04/1964: Começa a escalada militar dos EUA no Vietnã.

04/08/1964: Os EUA iniciam o bombardeio do Vietnã do Norte, a pretexto do "incidente do Golfo de Tonkin".

29/04/1965: Intervenção armada dos EUA na República Dominicana. Dura 17 meses e conta com os serviços de 1.450 soldados brasileiros enviados pelo nosso Marechal Castelo Branco.

28/07/1965: Os EUA decidem elevar de 75 mil para 125 mil suas tropas no Vietnã. Em 1968 elas chegarão a 550 mil.

29/06/1966: Os EUA bombardeiam as cidades norte-vietnamitas de Hanói e Haifong. Milhares de civis mortos.

05/02/1968: Marines atiram em estudantes sul-coreanos que protestam diante da embaixada dos EUA em Seul.

16/03/1968: Massacre de My Lay. Tropas dos EUA liquidam 567 homens, mulheres e crianças na aldeia vietnamita de Tuongan. A denúncia é feita por sobreviventes que foram enterrados junto com os cadáveres.

01/05/1970: Intervenção militar dos EUA no Camboja, derrotada em 1975.

15/08/1971: EUA aplicam um golpe Sistema Financeiro Global: extinguem o padrão-ouro.

Num acordo com De Gaulle, sob a batuta do presidente Richard Nixon, os EUA abandonam “temporariamente até hoje”  o padrão-ouro, ou seja, não permitem mais a conversão de dólares em ouro automaticamente.

Com isso o sistema de câmbio desmoronou.

E centenas de países se viram com trilhões de micos em dólar furado nas mãos.

O Sistema Monetário Global do “padrão dólar-flexível” apóia-se apenas no poder dos EUA de definir o valor da sua moeda nacional/internacional, e dos seus títulos da dívida pública.

29/06/1972: A Suprema Corte suprime a pena de morte nos EUA; 4 anos depois, a pena é restaurada e já vitimou 700 cidadãos, na maioria não-brancos. OS EUA SÃO O ÚNICO PAÍS OCIDENTAL A MANTER A PENA CAPITAL.

18/12/1972: Auge do bombardeio do Vietnã do Norte pelos EUA.

11/09/1973: EUA fomentam Golpe militar no Chile. O general Pinochet derruba o governo socialista eleito democraticamente nas urnas. O presidente eleito Salvador Allende “morre” no decorrer da resistência ao bombardeio aéreo ao palácio presidencial.

16/04/1975: O regime pró-EUA do Camboja rende-se ao Khmer Vermelho.

30/04/1975: Derrota final dos EUA e seus aliados no Vietnã.

15/6/1975: As tropas dos EUA são expulsas da Tailândia.

4/11/1977: A ONU aprova o embargo ao regime racista sul-africano, vencendo o veto dos EUA.

28/04/1980: Incursão militar secreta dos EUA contra o Irã, frustrada por acidente aéreo.

19/08/1981: Porta-aviões dos EUA invade águas da Líbia e derruba 2 aviões.

30/07/1982: Golpe pró-EUA no Panamá.

25/10/1983: Marines dos EUA invadem Granada e depõem seu governo.

14/11/1983: Os EUA começam a instalar mísseis nucleares na Europa, sob intensos protestos pacifistas.

07/01/1986: Os EUA impõem embargo total à Líbia.

25/02/1986: Sob fortes protestos, o ditador Ferdinand Marcos (a esposa dele era aquela dos 1000 pares de sapato) foge das Filipinas para os EUA, seus protetores. A oposicionista Corazón Aquino chega à presidência.

24/03/1986: Navios de guerra dos EUA violam águas territoriais líbias e afundam lanchas-patrulha.

14/04/1986: Aviões dos EUA bombardeiam a Líbia e matam pelo menos 55 civis.

03/07/1988: Cruzador dos EUA abate avião civil do Irã no Golfo Pérsico: 298 passageiros e tripulantes civis  mortos.

12/07/1988: A Nicarágua sandinista expulsa o embaixador dos EUA, por interferência nos seus assuntos internos.

06/05/1989: Para fugir da cobiça dos EUA, o Brasil e os demais países sul-americanos que partilham a bacia amazônica firmam declaração de soberania sobre a riquíssima região.

18/12/1989: Marines dos EUA invadem o Panamá, a pretexto de prender o ex-pres. Noriega. Mil mortos, 1.500 presos.

07/08/1990: Os EUA iniciam o ataque militar ao Iraque na Guerra do Golfo.

16/01/1991: Começa a "Operação Temprestade no Deserto" na Guerra do Golfo: coalisão de 19 países sob comando dos EUA vence o Iraque de Sadam Hussein; 140 mil mortos, quase todos iraquianos e kwaitianos.

23/10/1992: Os EUA endurecem o embargo contra Cuba.

08/12/1992: Os EUA desembarcam marines na Somália, sob a bandeira da ONU, a pretexto de combater a guerra civil e a fome. A operação termina num fiasco, em 1994.

19/09/1994: Desembarque de marines dos EUA no Haiti.

20/08/1998: EUA bombardeiam o Afeganistão e Sudão, onde arrasam fábrica de medicamentos.

16/12/1998: EUA e Inglaterra reiniciam o bombardeio do Iraque, sem autorização da ONU.

15/07/1999: O governo dos EUA admite que contaminou milhares de trabalhadores usados no fabrico de armas nucleares.

07/10/2001: EUA invadem o Afeganistão, à revelia das Nações Unidas, que não autorizaram a invasão do país. Estima-se em centenas de milhares de civis mortos até agora.

20/03/2003: EUA com o apoio do Reino Unido, Espanha, Itália, Polônia e Austrália  invadem o Iraque. A justificativa dada foi a suposta existência de armas de destruição em massa em poder do então ditador iraquiano Saddam Hussein, que nunca foram encontradas. Estima-se que 500.000 civis iraquianos já morreram.


SOMENTE NAS GUERRAS, ALIÁS INVASÕES, DO AFEGANISTÃO E IRAQUE JÁ SÃO MAIS DE UM MILHÃO DE CIVIS MORTOS!!!

QUE TAL SOMAR A ESTE NÚMERO O GENOCÍDIO ATÔMICO E A “GUERRA” DO VIETNAN???




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quinta-feira, 5 de maio de 2011

A BARBÁRIE E A ESTUPIDEZ JORNALÍSTICA NO CASO DA MORTE DE BIN LADEN


“América pode fazer o que quiser. Essa é a história de nosso país. Somos uma nação sob Deus, indivisível com liberdade e justiça para todos”

Essa foi a mensagem fundamentalista do NOBEL DA PAZ Barack Obama, ao anunciar que Osama bin Laden havia sido assassinado por tropas estadunidenses que atuaram sem prévia autorização do governo do Paquistão, o país onde realizaram sua operação ilegal.





Por Elaine Tavares

Imaginem vocês se um pequeno operativo do exército cubano entrasse em Miami e atacasse a casa onde vive Posada Carriles, o terrorista responsável pela explosão de várias bombas em hotéis cubanos e pela derrubada de um avião que matou 73 pessoas.

Imagine que esse operativo assassinasse o tal terrorista em terras estadunidenses.

Que lhes parece que aconteceria?

O mundo inteiro se levantaria em uníssono condenando o ataque.


Haveria especialistas em direito internacional alegando que um país não pode adentrar com um grupo de militares em outro país livre, que isso se configura em quebra da soberania, ou ato de guerra.

Possivelmente Cuba seria retaliada e, com certeza, invadida por tropas estadunidenses por ter cometido o crime de invasão.

Seria um escândalo internacional e os jornalistas de todo mundo anunciariam a notícia como um crime bárbaro e sem justificativa.


Mas, como foi os Estados Unidos que entrou no Paquistão, isso parece coisa muito natural.

Nenhuma palavra sobre quebra de soberania, sobre invasão ilegal, sobre o absurdo de um assassinato.

Pelo que se sabe, até mesmo os mais sanguinários carrascos nazistas foram julgados.

Osama não. Foi assassinato e o Prêmio Nobel da Paz inaugurou mais uma novidade: o crime de vingança agora é legal.

Pressuposto perigoso demais nestes tempos em que os EUA são a polícia do mundo.


Agora imagine mais uma coisa insólita.

O governo elege um inimigo número um, caça esse inimigo por uma década, faz dele a própria imagem do demônio, evitando dizer, é claro, que foi um demônio criado pelo próprio serviço secreto estadunidense.

Aí, um belo dia, seus soldados aguerridos encontram esse homem, com toda a sede de vingança que lhes foi incutida.

E esses soldados matam o “demônio”. Então, por respeito, eles realizam todos os preceitos da religião do “demônio”.

Lavam o corpo, enrolam em um lençol branco e o jogam no mar.

Ora, se era Osama o próprio mal encarnado, porque raios os soldados iriam respeitar sua religião?

Que história mais sem pé e sem cabeça!


E, tendo encontrado o inimigo mais procurado, nenhuma foto do corpo?

Nenhum vestígio?

Ah, sim, um exame de DNA, feito pelos agentes da CIA.

Bueno, acredite quem quiser.


O mais vexatório nisso tudo é ouvir os jornalistas de todo mundo repetindo a notícia sem que qualquer prova concreta seja apresentada.

Acreditar na declaração de agentes da CIA é coisa muito pueril.

Seria ingênuo se não se soubesse da profunda submissão e colonialismo do jornalismo mundial.
(Assistam "A GUERRA QUE VOCÊ NÃO VÊ" EM:


Olha, eu sei lá, mas o que vi na televisão chegou às raias do absurdo.

Sendo verdade ou mentira o que aconteceu, ambas as coisas são absolutamente impensáveis num mundo em que imperam o tal do “estado de direito”.

Não há mais limites para o império.

Definitivamente são tempos sombrios.

E pelo que se vê, voltamos ao tempo do farwest, só que agora, o céu é o limite.

Pelo menos para o império.

Darth Vader é fichinha!

(*)Elaine Tavares é jornalista

quarta-feira, 4 de maio de 2011

OBAMA ACHOU OSAMA. E agora?

(CLIQUE NA IMAGEM PARA AUMENTAR)

Vai ver, a coisa toda foi assim:

 
- Mr. Presidente Barack "The Guy" Obama, excuse me.

- Yes, you can! O que foi, assessor?

- Presidente, nossos rapazes encontraram e mataram Osama Bin Laden!

- Quem?

- O Bin Laden, senhor! Lembra? Das Torres Gêmeas, 11 de Setembro e tal...

- Oh,yes, nem me lembrava dele direito... hum, assessor, me traga o telefone, rápido! Urgente!

- Aqui está, senhor. Vai telefonar para os líderes mundiais?

- Não, vou ligar pro Bush. Coitado, Bin Laden era amigo de longa data... e prepare a conferência, vou dar a notícia ao mundo! Eu, o Nobel da Paz, eliminei o maior terrorista do mundo! Yes, I can!



"Foram necessárias 919.967 mortes para matar esse cara. Foram necessários dez anos e duas guerras para matar esse cara. Nos custou aproximadamente US$ 1,9 trilhões para matar esse cara."
Quem afirmou isso não foi um "anti imperalista comunista fã do Che Guevara", foi um jogador de basquete da NBA, Chris Douglas-Roberts.
Pois bem, finalmente encontraram o Osama Bin Laden e o mataram no Paquistão, e não num buraco qualquer numa caverna do Afeganistão, como muitos pensavam. E comemoremos, não é?
Afinal, a ação foi feita com "precisão cirúrgica para evitar mortes de civis". Diga isso para os iraquianos, afegãos...


Osama morreu, Obama ressuscitou. Nosso Mr.Nice Guy, Prêmio Nobel da Paz, estava passando por maus bocados nos EUA.

Anunciar na TV que Bin Laden foi encontrado e morto gerou uma euforia em parte considerável dos EUA, tanto que a Times Square em Nova York parecia uma celebração do 4 de Julho. Aliás, pela festa que fizeram, é bem provável que o dia 02 de Maio torne-se a segunda data nacional dos EUA... nada como entregar um troféu cobiçado há anos para elevar índices de popularidade e retomar as rédeas da Nação!



E agora, o que teremos pela frente?
De cara já antecipo uma coisa terrível: a quantidade insuportável de filmes e livros sobre os "corajosos agentes que levaram a paz ao mundo". Não perca, em breve num cinema e livraria perto de você!
Bem, agora não há mais desculpa para os EUA continuarem a manter suas tropas espalhadas por tudo quanto é canto no mundo árabe, não é verdade? Pois coloquem suas barbas de molho, amigos: quando um presidente estadunidense diz algo do tipo "vamos continuar com nossos esforços para tornar o mundo um lugar seguro", preparem-se que não vem coisa boa por aí.
Digo, para mim, para você e para o mundo, plebeus que sequer somos convidados para um casamento mixuruca lá na Inglaterra, mas para os negócios, é excelente: as bolsas de valores na Europa já avançam positivamente e os investidores demonstram otimismo.



E se você pensa em ir à Disney ou para Nova York nas próximas férias, prepare-se para enfrentar o maior nível de paranoia desde os ataques às torres gêmeas.
As embaixadas dos EUA no mundo todo estão em "alerta máximo" e as restrições para entrar na terra do Mickey e do Pateta serão bem mais rigorosas.
A depender do "próximo inimigo" a ser combatido, aí é que ninguém entra mesmo. Imagine se o eleito desta vez for o Hugo Chavez.
Nos relatórios da CIA constará que "o Brasil é vizinho da Venezuela, logo é suspeito".
Vai sobrar até pra Guiana e pro Suriname!



Obama, ao final do seu discurso anunciando a morte de Bin Laden - só faltou a trilha sonora -, disse "Deus abençoe os Estados Unidos da América". E que Deus, Alá, Buda, Krishna e etc. abençoem o restante do mundo, pois "paz" é o que não teremos por um longo tempo.
Talvez, quem sabe, se apelarmos para São João Paulo II... mas quero pedir a intercessão de São Tomé: cadê o corpo do Osama? E a recompensa?
O cara cercado e mesmo assim o mataram e deram sumiço no corpo?
Oba, uma nova teoria da conspiração aparecendo!