Para quem não viveu este tempo, incorporo o comentário da Sonia Amorim, que resume tudo.
"Com essa nossa presidenta ex-guerrilheira, que quer abrir os arquivos da ditadura, implantar a Comissão da Verdade, esclarecer os fatos, os crimes todos do regime de exceção, momentos como esse do governo Médici, o mais truculento dos nossos ditadores, dizem, serão esmiuçados, escancarados.
Acho que será muito bom para o Brasil "lavar essa roupa suja" de uma vez por todas.
As novas gerações, que só conhecem alguns fatos da época, por meio de livros de história contendo a versão das elites, talvez fiquem estarrecidas com tantas barbaridades cometidas por militares brasileiros contra brasileiras e brasileiros. "
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A presidenta Dilma Rousseff, em pronunciamento de cerca de seis minutos em rede nacional de emissoras de rádio e televisão, destacou que “a luta mais obstinada do meu governo será o combate à miséria”. Tendo como tema central a educação, a presidenta Dilma lembrou, no início do pronunciamento, o período de volta às aulas vivido no Brasil. Partindo deste ponto, a presidenta frisou que estava diante da sociedade “para reafirmar o meu compromisso com a melhoria da educação e convocar todos os brasileiros e brasileiras para lutarmos juntos por uma educação de qualidade”.
“Vivemos um momento especial de nossa história. O Brasil se eleva, com vigor, a um novo patamar de nação. Temos, portanto, as condições e uma imensa necessidade de darmos um grande salto na qualidade do nosso ensino. Um desafio que só será vencido se governo e sociedade se unirem de fato nesta luta, com toda a força, coragem e convicção.”
E, para isso, segundo afirmou, “nenhuma área pode unir melhor a sociedade que a Educação”. “Nenhuma ferramenta é mais decisiva do que ela para superarmos a pobreza e a miséria. Nenhum espaço pode realizar melhor o presente e projetar com mais esperança o futuro do que uma sala de aula bem equipada, onde professores possam ensinar bem, e alunos possam aprender cada vez melhor. É neste caminho que temos que seguir avançando com passos largos”, disse no pronunciamento.
A presidenta explicou também que o momento é para se “investir ainda mais na formação e remuneração de professores, de ampliar o número de creches e pré-escolas em todo o país, de criar condições de estudo e permanência na escola, para superar a evasão e a repetência”. E continuou: “E, muito especialmente, acabar com essa trágica ilusão de ver aluno passar de ano sem aprender quase nada.”
No pronunciamento, a presidenta destacou o caminho que o governo pretende trilhar como a oferta de mais escolas técnicas, de ampliar os cursos profissionalizantes, de melhorar o ensino médio, as universidades e aprimorar os centros científicos e tecnológicos de nível superior.
“É hora de acelerar a inclusão digital, pois a juventude brasileira precisa incorporar, ainda mais rapidamente, os novos modos de pensar, informar e produzir que hoje se espalham por todo o Planeta. Em suma, esta é a grande hora da Educação brasileira. Isso só será possível se cada pai, cada aluno, cada professor, cada prefeito, cada governador, cada empresário, cada trabalhador tomar para si a tarefa de acompanhar, discutir, cobrar, propor e construir novos caminhos para a nossa Educação. Como presidenta, como mãe e avó, darei tudo de mim para liderar esse grande movimento.”
Dilma Rousseff anunciou que ainda neste trimestre será lançado o Programa Nacional de Acesso à Escola Técnica, o Pronatec, que, entre outras vantagens, levará ao ensino técnico a bem-sucedida experiência do ProUni. Estamos também acelerando, segundo afirmou, a implantação do Plano Nacional de Banda Larga, não só para que todas as escolas públicas tenham acesso à internet como, também, para que, no médio e longo prazos, a população pobre possa ter internet em sua casa ou no seu pequeno negócio a preço compatível com sua renda.
Ao mesmo tempo, conforme explicou, o governo está tomando medidas para corrigir e evitar falhas no Enem e no Sisu. Ela disse que “é fundamental aperfeiçoar e aumentar a credibilidade destes instrumentos, que são muito importantes na avaliação do aluno e da escola e, portanto, na melhoria da qualidade do ensino”.
Ao concluir o pronunciamento, a presidenta explicou a “que a luta mais obstinada do meu governo será o combate à miséria”. Isso significa, pontuou, fortalecer a economia, ampliar o emprego e aperfeiçoar as políticas sociais. Isso significa, em especial, melhorar a qualidade do ensino, pois ninguém sai da pobreza se não tiver acesso a uma educação gratuita, contínua e de qualidade. Nenhum país, igualmente, poderá se desenvolver sem educar bem os seus jovens e capacitá-los plenamente para o emprego e para as novas necessidades criadas pela sociedade do conhecimento.
Ela explicou também o novo slogan de seu governo: “País rico é país sem pobreza. Este será o lema de arrancada do meu governo. Ele está aí para alertar permanentemente a nós, do governo, e a todos os setores da sociedade, que só realizaremos o destino de grandeza do Brasil quando acabarmos com a miséria.”
“Sem dúvida, essa é uma tarefa para toda uma geração. Mas nós temos determinação para realizar a parte importante que falta, para que a única fome neste país seja a fome do saber, a fome de grandeza, a fome de solidariedade e de igualdade. E para que todos os brasileiros possam fazer da educação a grande ferramenta de construção do seu sonho. Muito obrigada e boa noite.”
Bem, todo discurso que ensina e estabelece uma ordem de valores e comportamentos contrários aos ideais éticos da instituição escolar democrática é um agente de deseducação.
Deseduca tudo aquilo que prega o preconceito.
Ou a vaidade vã.
Ou o individualismo exacerbado.
O desprezo pela dor alheia.
O apego à esperteza.
A ambição cega.
Ligue a TV num dos canais comerciais e você verá exemplos e mais exemplos de discursos que deseducam.
O barateamento e a banalização do sexo e da violência constituem, como todos dizem, um dos principais fatores de deseducação no mundo contemporâneo.
Chamamos, portanto, de deseducador aquele discurso que ensina algum tipo de vício moral ou que estimula a fraqueza de caráter.
E, no entanto, isso também educa.
Aí é que está o paradoxo deste artigo.
Essa televisão que deseduca também educa. Em que sentido?
Aqui é preciso ter em mente o significado da palavra educar.
Na opinião de muitos estudiosos, a origem etimológica da palavra educar está na junção de ex (que quer dizer "fora", em latim) com ducere ("levar", "conduzir"), ou seja, educar seria "conduzir para fora", "levar para o mundo" ou, numa adaptação mais livre, preparar para o mundo.
Segundo essa perspectiva, bastante aceita, educar é um verbo que não supõe um objetivo moral nem se confunde com a formação do caráter na direção da virtude. Assim, o verbo educar não teria conotação moral. Educar seria conduzir para o mundo. Ponto.
Conclusão: tudo aquilo que conduz ao mundo, preparando o sujeito, segundo suas próprias aptidões e talentos, para o mundo educa.
Ora, se isso é verdade, também é verdade que a educação hoje se dá dentro e fora das escolas.
E, muitas vezes, contra as mais elevadas utopias educacionais.
Aí entenderemos que a televisão, mesmo quando deseduca (no campo moral), exerce uma função educativa (independentemente do que se entenda por moral). Isso porque a televisão conduz o telespectador ao mundo, sejam bons ou sejam maus os valores morais que ela difunde.
O problema é que o mundo para o qual a televisão comercial prepara o telespectador não é o mundo do trabalho, nem o mundo da solidariedade, nem o mundo da participação política, mas o mundo do consumo e dos prazeres típicos do consumo.
A televisão educa para o consumo.
Na vida das crianças, isso é no mínimo preocupante.
As crianças não são iniciadas na socialização, para além dos limites dos laços familiares, pelos professores convencionais.
Seu contato com temas e com ambientes públicos já não tem lugar na escola. Tem lugar diante da televisão.
No Brasil, onde há uma enorme carência de pré-escolas públicas, a televisão praticamente monopoliza a apresentação da criança para o mundo (do consumo) e vice-versa.
Ela inicia o público infantil na socialização. Quando completa 7 anos e entra pela primeira vez numa sala de aula, a criança já chega mais ou menos socializada (pela cultura do consumo), mais ou menos educada (pelo consumo) e, pior, mais ou menos vacinada contra a educação que procura cultivar os valores éticos próprios de um projeto de democracia e de cidadania.
A TV comercial é a nossa grande TV educativa. (???)
É pouco, muito pouco, o que o professor ainda pode fazer.”
Neste artigo do Eugenio Bucci podemos encontrar tudo aquilo que a Rede Globo faz atualmente em toda a sua grade de programação.
Até na distribuição de fatos ditos jornalísticos ela distorce ou diz meias verdades, tudo com o objetivo de manter o telespectador anestesiado e sem senso critico.
É um tipo de estimulo subliminar que criminosamente essas CONCESSÕES PÚBLICAS se utilizam impunemente já que não são reguladas por nada e ninguém!
Não devemos confundir regulação com censura ou ataque à liberdade de expressão e de opinião.
O programa semestral do PSDB que foi ao ar ontem, 03/02/2011, não mostrou nada de propositivo, apostou na ignorância do povo e não matou a cobra e nem mostrou o pau!
De forma genérica adotou a formula de criticar Emprego, Saúde, Segurança, Educação e Segurança.
Só é preciso analisar o resultado da era FHC x LULA nessas áreas para se formar um julgamento. Só isso.
E tentaram ressuscitar o estilo “professor FHC” como se ele tivesse moral e cabedal.
A Demo-Tucanalhada tem muito é 171!
São todos vigaristas e vendilhões!
Assistam ao vídeo abaixo.
Numa solenidade pública na Itália, na frente de vários líderes do mundo, Bill Clinton (tido e havido como cumpincha do FHC) desmoraliza o Brasil.
Que o sistema financeiro brasileiro (do tempo do FHC) não era honesto.
Que a desigualdade social era inaceitável.
O Brasil não era exemplo para ninguém.
E se o Brasil quebrava, a culpa era do Brasil.
Isso tudo depois de o Farol ter tentado vender a ideia de que ele levou o Brasil ao FMI três vezes por culpa dos outros.
O que fez o Farol depois de ser desmoralizado ?
Nada !
Ficou calado.
Não teve a coragem de defender o Brasil que ele presidiu !
Provavelmente porque ele concorda com o Clinton: o Brasil não presta.
Washington nem suspeitou da terrível praga que estava a caminho sendo transmitido pela blogosfera:
O vírus latino-americano – BYE-BYE DITADURAS E NEOLIBERALISMO ARROGANTE, CAOLHO E MÍOPE – contaminou o Oriente Médio.
Primeiro a Tunísia.
Agora o Egito.
Depois o Iêmen e possivelmente a Jordânia.
Logo mais será a Casa de Saud (não surpreende que culpem os egípcios pelos “tumultos”).
Mas este terremoto político do norte da África, na Tunísia, também colheu a faísca dos movimentos de massa na Europa em 2010 – Grécia, Itália, França, Reino Unido.
Fúria, fúria contra a repressão política, contras as ditaduras, contra a brutalidade das Polícias, contra os preços da comida, contra a inflação, contra empregos miseráveis, contra o desemprego em massa.
Em breve virá a EMANCIPAÇÃO HUMANA e um mundo onde ninguém estará com olhos vendados ou com olhos doentes pela ilusão, em breve virá a emancipação do homem das amarras do fetichismo e do determinismo imposto pela economia de mercado.
Como justificar que durante mais de 30 anos, os Estados Unidos, que se intitulam de arautos dos direitos humanos tenham apoiado um regime despótico (Egito), com eleições de fachada, assassinato de opositores, censura rígida e plutocracia ?
Só mesmo inventando que, se não fosse isso, teríamos que engolir o fundamentalismo islâmico!
O que se ouve na Tunísia e no Egito são palavras de ordem pedindo democracia, fim do arbítrio, comida, emprego e liberdade!
Não existe regime que agrida mais os diretos das minorias que a Arábia Saudita, uma espécie de bomba de gasolina dos Estados Unidos.
Vamos ver como o PiG (local e internacional) se comportará quando o melhor amigo dos americanos, o rei Abdullah, da Arábia Saudita, se vir cercado no Palácio por mulheres em rebelião...
O vírus LATINOAMERICANO vai se expandir levado pelos ventos dos anseios de liberdade e com o apoio da blogosfera!
Gilberto de Azevedo, 55, é político adicto desde os tempos do Simca Chambord, por "má influência paterna". Morou em Recife, Aracajú, Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre e Montevidéu. Economista incompleto, com extensão em Cargos e Salários na FAAP-SP. Trabalhou nos RHs da Globo/SP, Hering, Grupo Gerdau e Grupo Paulo Coelho. Breve Administrador Sindical, e infartado após experiência de micro-empresário de informática. Hoje aposentado, vigia e critica a vida e o mundo, expelindo encefalorréias e repassando idéias
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