"Esta noite 200 milhões de crianças dormirão nas ruas, mas nenhuma delas é cubana." FIDEL CASTRO

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

ISTO É CIDADANIA ATIVA

DOIS ADVOGADOS GAÚCHOS CONTRA DOIS SENADORES E 3.883 SERVIDORES DO SENADO FEDERAL (07.04.09)

Os advogados gaúchos Irani Mariani e Marco Pollo Giordani ajuizaram, na Justiça Federal, uma ação que pretende discutir as horas extras pagas e não trabalhadas, no Senado, e outras irregularidades que estão sendo cometidas naquela Casa.

A ação tramita na 5a. Vara da Justiça Federal de Porto Alegre e tem como réus a União, os senadores Garibaldi Alves e Efraim Morais e "todos os 3.883 funcionários do Senado Federal, cuja nominata, para serem citados, posteriormente, deverá ser fornecida pelo atual presidente do Senado Federal, senador José Sarney".

O ponto nuclear da ação é que durante o recesso de janeiro deste ano, em que nenhum senador esteve em Brasília, 3,8 mil servidores do Senado, sem exceção, receberam, juntos, R$ 6,2 milhões em horas extras não trabalhadas - segundo a petição inicial.

Os senadores Garibaldi e Efraim são, respectivamente, o ex-presidente e o ex-secretário da Mesa do Senado. Foram eles que autorizaram o pagamento das horas extras por serviços não prestados.

A ação popular também busca "a revisão mensal do valor que cada senador está custando: R$ 16.500,00 (13º, 14º e 15º salários); mais R$ 15.000,00 (verba de gabinete isenta de impostos); mais R$ 3.800,00 de auxílio moradia; mais R$ 8.500,00 de cotas para materiais gráficos; mais R$ 500,00 para telefonia fixa residencial, mais onze assessores parlamentares (ASPONES) com salários a partir de R$ 6.800,00; mais 25 litros/DIA de combustível, com carro e motorista; mais cota de cinco a sete passagens aéreas, ida e volta, para visitar a 'base eleitoral'; mais restituição integral de despesas médicas para si e todos os seus dependentes, sem limite de valor; mais cota de R$ 25.000,00 ao ano para tratamentos odontológicos e psicológicos" .

Esse conjunto de gastos está - segundo os advogados Mariani e Giordani - "impondo ao erário uma despesa anual em todo o Senado, de:
- R$ 406.400.000, 00; ou
- R$ 5.017.280,00 para cada senador.

Tais abusos acarretam uma despesa paga pelo suado dinheiro do contribuinte em média de:
- R$ 418.000,00 por mês, como custo de cada senador da República".

Mariani disse ao 'Espaço Vital' que, "como a ação popular também tem motivação pedagógica, estamos trabalhando na divulgação do inteiro teor da petição inicial, para que a população saiba que existem meios legais para se combater a corrupção".
Cópia da peça está sendo disponibilizada por este site.


A causa será conduzida pela juíza Vânia Hack de Almeida.
(Proc. nº 2009.71.00.009197- 9)

AÇÃO POPULAR Nº 2009.71.00.009197- 9 (RS)
Data de autuação: 31/03/2009

Juiz: Vania Hack de Almeida
Órgão Julgador: JUÍZO FED. DA 05A VF DE PORTO ALEGRE
Órgão Atual: 05a VF DE PORTO ALEGRE

Localizador: GAB03B
Situação: MOVIMENTO-AGUARDA DESPACHO
Valor da causa: R$6.200.000, 00

Assuntos:
1. Adicional de horas extras
2. Horas Extras

AUTOR:
IRANI MARIANI
Advogado: IRANI MARIANI

AUTOR: MARCO POLLO GIORDANI
Advogado: IRANI MARIANI

RÉUS:
1 - UNIÃO - ADVOCACIA GERAL DA UNIÃO
2 - GARIBALDI ALVES FILHO
3 - EFRAIM DE ARAUJO MORAIS
4 - FUNCIONARIOS DO SENADO FEDERAL


VAMOS REPASSAR A TODOS, PARA QUE O BRASIL INTEIRO FIQUE ATENTO E ACOMPANHE ESTA INICIATIVA. SE DEPENDER DA "GRANDE MÍDIA", NINGUÉM FICARÁ SABENDO DE NADA. MORALIZAR O LEGISLATIVO É UMA TAREFA HERCÚLEA, PELA QUAL TODOS DEVEMOS DAR O MELHOR DE NÓS MESMOS.

ISSO É SER PATRIOTA !!!

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

A TELEVISÃO FORMANDO ALIENADOS

Vivemos dias de incrível manipulação e desvirtuação da verdade, com a formação intencional e estratégica de desinformados.

Enquanto o mundo real vai de mal a pior no Brasil, na América Latina em especial e no mundo, as emissoras de televisão que ganharam concessões do estado para informar, educar e divertir, prezam e priorizam justamente o contrário.

Quando deveríamos estar discutindo a política e os políticos brasileiros, somos bombardeados com “realities shows” que ensina a preocupação com tudo que é fútil e a votarmos nos destinos do mundo irreal.

Enquanto os estadunidenses “compram” uma cabeça de ponte na Colômbia com vistas a invadirem a Amazônia sul-americana a pretexto de combaterem o narcotráfico e os guerrilheiros das FARC, tudo com o providencial apoio do SIVAM que o farol de Alexandria (FHC), em detrimento da tecnologia nacional, comprou deles e financiou para eles com o nosso dinheiro, a televisão nos enche o saco com a morte de um Michael Jackson e um vírus de laboratório chamado de Influenza A (H1N1), que eles fabricaram e estão vendendo o antídoto...

Quando também a pretexto de caçar terroristas, os yankees assassinam civis inocentes no Afeganistão com suas “bombas inteligentes”, o que a televisão nos informa?

Foi a mesma coisa na recente “guerra do Iraque”, quando com a desculpa de localizar armas químicas e de destruição em massa as forças de coalizão assassinaram centenas de milhares de civis inocentes.

A tudo isto adicione as programações de rádio e televisão que descaradamente vendem milagres e promessas de salvação na vida post mortem, em troca de dinheiro para financiar a obra de Deus na terra.

Não merecemos e nem queremos esse tipo de mídia.

sábado, 8 de agosto de 2009

REPASSANDO UTILIDADE PÚBLICA

CHÁ DE ERVA DOCE PARA O VÍRUS H1N1

Prof. Aires Ortiz Carvalho

Remédio contra Influenza A (H1N1)

O anis estrelado, amplamente cultivado na China, é o extrato-base (75%), da produção do comprimido Tamiflu, da Roche (empresa do antigo Secretário de Defesa dos EUA Donald Runsfield).

Mas, como é um pouco difícil encontrar o anis estrelado aqui no Brasil, podemos usar o nosso anis mesmo – a erva-doce – pois esta erva possui as mesmas substâncias, ou seja, o mesmo princípio ativo do anis estrelado, e age como anti-inflamatória, sedativa da tosse, expectorante, digestiva, contra asma, diarréia, gases, cólicas, cãibras, náuseas, doenças da bexiga, gastrointestinais, etc...

Seu efeito é rápido no organismo e baixa um pouco a pressão, devendo ser feito o chá c/apenas uma colher de café das sementes para cada 200ml de água, administrado uma a duas vezes ao dia, de preferência após uma refeição em que se tenha ingerido sal.

Se você está lendo, ajude a divulgar o uso da erva-doce como preventivo do H1N1, ou mesmo como remédio a ser tomado imediatamente após os 1ºs sintomas de gripe, pois seu princípio ativo poderá bloquear a reprodução do vírus e mesmo evitar seu maior contágio.

Porém, pouco ou nada adiantará utilizar a erva-doce após 36 horas do possível contágio pelo H1N1, pois a erva não terá mais força substancial p/bloquear a propagação do vírus no sistema respiratório.

Efeitos colaterais: pequena sonolência nas 2 primeiras horas - evitar dirigir e/ou operar máquinas.

Obs:
- O uso da erva-doce é alternativo e poderá ser até eficaz, mas não substitui a assistência médica necessária;

- Donald Runsfield compra 90% da produção mundial do anis estrelado da China, desde 1997, quando surgiram os primeiros casos de gripe aviária H5N1 (uma das variáveis do H1N1)... seria por acaso?

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

UMA VEZ GENERAL GOLPISTA, SEMPRE GENERAL GOLPISTA

Laerte Braga

Os cinco principais generais das forças armadas de Honduras resolveram dar explicações de público num programa de tevê hondurenho sobre a participação dos militares no golpe que depôs o presidente constitucional do país Manuel Zelaya.

Script montado, papéis definidos, o programa tinha o objetivo de exibir a "face democrática" dos militares golpistas e mostrar ao povo que não tinham nada a ver com nada, foram apenas "patriotas" em cumprimento à constituição e a lei.

Não houve dificuldades em decorar esse script, é antigo, mudam uma ou outra palavra, mas não conseguem escapar do lugar comum. O tal do "patriotismo" e a preocupação em aparecer como homens de origens humildes, mas capazes de "salvar a pátria".

Se fosse para enumerar aqui os inúmeros de golpes de estado dados por militares na América Latina ficaríamos uma eternidade. Imagine se fosse para relatar cada golpe, cada momento "patriótico" desse na Bolívia, por exemplo. Era comum um general dar um golpe às seis da manhã, ser golpeado ao meio dia por outro, até que as seis da tarde um terceiro viesse com suas tropas para promover o bem geral e caísse à meia noite para um tipo general lobisomem governar até o que iria golpear às seis da manhã e assim sucessivamente.

A grande preocupação dos militares hondurenhos foi a de tentar desvincular-se das elites do país. Buscar apagar a imagem que são cúmplices ou parceiros, sócios dessas elites nos "negócios". Mas a maior dificuldade foi querer mostrar que não são paus mandados de Washington e obedecem diretamente ao embaixador dos EUA em Tegucigalpa.

Em 1964 no Brasil a coisa funcionou exatamente assim. Os norte-americanos começaram a abrir as portas para o golpe com um programa chamado Aliança para o Progresso. Chegava aqui um monte de coisas com outro monte de agentes da CIA. Doações para o bem do Brasil. Em 1962 derramaram dinheiro nas eleições através de um instituto que chamaram de IBAD - INSTITUTO BRASILEIRO DE AÇÃO DEMOCRÁTICA -. Em 1963 designaram um comandante para as forças armadas brasileiras, o general Vernon Walthers que havia sido comandante de Castello Branco na IIª Grande Guerra e falava português fluentemente e o embaixador Lincoln Gordon para ajustar os esquemas financeiros, comprar deputados e senadores, etc.

Em 1964 promoveram todo o processo golpista, uma peça montada e dirigida por Washington, em nome da democracia. Marcharam pelo país montados na fé de um povo iludido por usurpadores dessa fé - fé é uma questão de foro íntimo, mas espertalhões da fé não - e falo do padre Patrick Payton. O cardeal de Honduras, dono de grandes extensões de terra e outros "negócios" apóia o golpe em nome de Deus.

Reforma agrária, melhores condições para os trabalhadores da cidade, projetos habitacionais, democratização da comunicação, saúde, universidades públicas, esse esquema não interessava aos donos do país, patrões dos militares e principais acionistas das nossas elites, o esquema FIESP/DASLU.

Um pequeno exemplo da vocação democrática dessas elites. O governador de São Paulo era Ademar de Barros. Pilantra sem qualquer escrúpulo. Ademar decidia abrir uma estrada digamos ligando o ponto A ao ponto B, uma cidade a outra. Aí, em parceria com as empreiteiras compravam as terras às margens da futura rodovia a preço de banana e depois ficavam senhores de grandes extensões de terra supervalorizadas pela estrada.

Nos tempos de John Wayne era a mesma coisa quando as ferrovias iam chegando ao Oeste e levando progresso.

Jango decidiu no dia 13 de março de 1964 que as terras às margens de rodovias, ferrovias, rios, lagos e açudes seriam desapropriadas na extensão de oito quilômetros para fins de reforma agrária. Aquele monte de terra que quando a gente viaja não vê nada aproveitado, digamos assim. Aí, Ademar de Barros, o banqueiro/trambiqueiro Magalhães Pinto, o alucinado Carlos Lacerda treparam nas tamancas e dispararam que "a democracia e as liberdades individuais estão ameaçadas, o povo brasileiro está debaixo da ameaça do comunismo internacional".

Junte-se a isso a estatização do petróleo em todos os níveis (Lula está leiloando o pré-sal), dos serviços de energia elétrica e telefonia e medidas que contrariavam laboratórios internacionais como a compra de ácidoacetilsalicílico da China e não da Bayer - uma das financiadoras do golpe -. O da Bayer custava o triplo do preço, está no livro "O governo João Goulart" do professor Moniz Bandeira, mas a Bayer era legitima representante da democracia. Você tem que tomar a aspirina da Bayer mesmo que ela seja mais cara e lógico, para os caras lá de cima, os "patriotas", tinha um extra que vinha custo para a turma cá embaixo.

Pronto. Derrubaram o presidente, tomaram o poder, suprimiram as liberdades e começaram o processo de venda e entrega do país, completado bem mais tarde por FHC, uma espécie de cabo Anselmo com patente mais alta, afinal foi presidente da República.

Prenderam opositores, cassaram, torturaram, seqüestraram, mataram, estupraram mulheres militantes e de famílias de opositores, tudo em nome da pátria. Censuraram a imprensa, sempre pela democracia.

Falavam em Brasil grande enquanto íamos ficando cada vez menor.

Em Honduras os generais golpistas não variaram no script. Segundo eles, cinco, as forças armadas cumpriram a lei, não são responsáveis pela determinação de depor o presidente Zelaya (não explicaram que a lei mandava se quisessem de fato tirá-lo por "ilegalidades" seguir o caminho de um processo natural de impedimento, foi na marra), lamentam que tenham tido que matar alguns opositores, mas a culpa foi deles por não aceitar essa "lei", essa vocação "patriótica", até aí tudo como manda o figurino golpista, até que...

No filme Doutor Fantástico de Stanley Kubrick, entre muitos personagens que mostram a boçalidade de militares de extrema direita - a maioria - nos EUA, há um cientista alemão que foi cooptado ao final da IIª Grande Guerra. No ápice do filme, o tal cientista aparece numa cadeira de rodas como conselheiro do presidente norte-americano e surge segurando com a mão esquerda a mão direita. Quando se distrai e se empolga na destruição da União Soviética, solta a esquerda a direita automaticamente levanta-se e proclama "herr Hitler".

Os generais de Honduras vieram gravando as cenas da farsa até o momento que a mão direita escapou. Foi quando disseram que Zelaya estava levando o país para o "comunismo" representado por Hugo Chávez, "disfarçado de socialismo," afastando-se da democracia.

Democracia para eles é Washington e a grana que chega por fora no final do mês. São generais golpistas, em qualquer lugar, em todos os tempos, aqui, lá, no Chile e, lógico, venais e corruptos.

Segundo o jornal NEW YORK TIMES, norte-americano a fala final foi assim:

"Como se seguisse um manual da Guerra Fria, o general Miguel Ángel García Padget disse que as forças armadas impediram os planos de Chávez de espalhar o socialismo pela região. "A América Central não era o objetivo desse comunismo disfarçado de democracia", ele disse. "Este socialismo, comunismo, chavismo, chame como quiser, visa o coração dos Estados Unidos."

"... Visa o coração dos Estados Unidos". É a pátria verdadeira desse general golpista e corrupto, traidor. Não conseguiu segurar e teve que dedicar essa ode aos patrões, quem sabe na esperança de ganhar um extra.

Não são patriotas, são canalhas como afirma Samuel Johnson ao definir patriotismo como "último refúgio dos canalhas". O povo de Honduras? Dane-se o povo, vão continuar matando se necessário for para os dólares abençoados do capitalismo.

E contando com a mídia, pronta a receber também propagandas extras. GLOBO, VEJA, as rádios que Chávez fechou por falarem mentiras e distribuiu concessões entre as comunidades para se fazerem ouvir.

No meio disso tudo Barak Obama. Um refinado ventríloquo dos verdadeiros donos da Casa Branca e do presidente dos EUA. Um garçom numa espécie de pub inglês nos EUA. A Casa Branca.

O resultado do "patriotismo" dos generais que defendem o "coração dos Estados Unidos"

Segundo Roberto Michelletti, presidente de fancaria golpista de Honduras, Obama é "el negrito no conoce donde se queda Tegucigalpa". O que Obama fez até hoje foi perguntar a marca de cerveja que Michelletti, ligado ao tráfico de drogas, prefere. E se o filé é ao ponto ou mal passado. A cozinheira é Hilary Clinton, que também serve de primeira dançarina desse can can democrático.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

O PETRÓLEO DA PRÉ-SAL E OS BRASILEIROS

Henrique Sotoma *

O Brasil é um país de dimensões continentais e detém as maiores reservas de recursos naturais, ou seja, possui uma das maiores reservas florestais e uma das maiores reservas de água doce e também uma das maiores reservas de minérios de ferro. Sim, mas e daí? E nós brasileiros que nela habitamos e executamos um trabalho árduo para sobreviver? Nós temos os maiores problemas sociais: temos as maiores favelas, um dos maiores índices de analfabetismo, uma das maiores cargas tributárias etc. Enfim, temos as maiores desigualdades sociais: um dos menores índices de saneamento básico e de distribuição de água potável, faltam hospitais públicos com equipamentos para dar uma assistência médica aos mais necessitados, faltam moradias decentes para os mais pobres, faltam escolas decentemente equipadas e professores suficientemente preparados e remunerados para suprir uma boa educação aos jovens.

Por outro lado, o Brasil possui uma classe política das mais corruptas e aliadas a uma completa falta de ética e a comportamentos imorais. Os indivíduos integrantes dessa classe política estão muito mais preocupados em preservar os seus privilégios do que em promover oportunidades para os eleitores que os elegeram; o lema desse grupo parece ser o de tirar dos pobres e aumentar o seu patrimônio pessoal.

Os eleitores, por sua vez, estão se comportando como meros espectadores; estão apáticos em relação ao que acontece na política, não participando de debates e nem tampouco se revoltando com os fatos deprimentes que ocorrem na esfera política, como se nada lhes dissesse respeito. O povo brasileiro está anestesiado com tantos escândalos que nem se importa mais com tanta falta de dever cívico dos políticos; parece que se esqueceu da noção de poder que tem na voz e nas mãos para mudar o comportamento antiético da classe política. A sociedade civil representada pelos eleitores individualmente está se comportando de uma forma fragmentada cujo único beneficiário é a classe política e outros interesses estranhos ao desenvolvimento do Brasil e de seus habitantes.

Agora temos o petróleo do pré-sal: é a última fronteira com uma das maiores reservas de ouro negro, que "pode levar" o Brasil a um desenvolvimento sustentável e os brasileiros a um nível sócio-econômico à altura dos demais países desenvolvidos. Por que "pode levar"? Não é uma certeza? Não!

Para que o sonho se torne realidade torna-se necessário a erradicação da corrupção em todos os níveis e o combate à apatia política dos eleitores brasileiros.

Nós brasileiros não suportamos ser independentes? Gostamos de viver e trabalhar a mando dos outros? Gostamos de pagar impostos somente para beneficiar a corrupção política? Estamos satisfeitos com as fraudes na aposentadoria pública e na seguridade social em geral? Ficaremos de braços cruzados vendo o petróleo do pré-sal esvair-se do subsolo indo para os confins deste planeta em prol do benefício dos países mais ricos?

A erradicação da corrupção e o combate à apatia política dos cidadãos brasileiros só depende da postura de uma sociedade civil mais esclarecida e atuante, levando informações aos mais desfavorecidos e participando ativamente das manifestações em prol do benefício de todos, indistintamente de raça, cor ou classe social.

A realidade do momento é outra e o petróleo do pré-sal é um momento histórico e uma oportunidade única para que o Brasil pegue a nave rumo ao início de um futuro promissor e sustentável. A porta da nave está aberta e os brasileiros devem embarcar nela mostrando aos políticos que o atual comportamento na forma de governar sem ética e com corrupção não será mais tolerado e tampouco que a sua riqueza seja esquartejada e distribuída visando interesses estranhos, que não sejam o desenvolvimento sustentável desta grande nação. Nós podemos e devemos reequilibrar direitos e obrigações de toda a classe política. É um direito que nos cabe; as eleições de 2010 estão chegando e a exploração do pré-sal deve visar o desenvolvimento sustentável sócio-econômico, seja na distribuição de empregos, seja no nível de impostos e na distribuição de renda e riqueza para todos os estados do Brasil e em prol dos brasileiros.

Vamos ficar atentos aos movimentos dos políticos e mostrar que não estamos mortos e que estamos cansados de vê-los deitados em berço esplêndido. Petroleiros e brasileiros antes de tudo, vamos todos à luta!

O PETRÓLEO TEM QUE SER NOSSO!

* - Henrique Sotoma é diretor administrativo da AEPET (Associação dos Engenheiros da Petrobras).

terça-feira, 30 de junho de 2009

LABORATÓRIOS MULTINACIONAIS COMPRAM FORÇAS ARMADAS E FINANCIAM GOLPE EM HONDURAS

Laerte Braga
O "acendrado, bravo e democrático patriotismo" dos militares de Honduras está sendo muito bem pago pelos laboratórios GLAXO, SANOFI, SMIYH KLINE, PFIZER, STEIN, NOVARTIS, BRISTOL MYERS e AVENTIS. Na defesa dos interesses dessas máfias é que os militares saíram às ruas, seqüestraram o presidente da República, seqüestraram e mantiveram detidos embaixadores de outros países e proclamaram os "justos motivos" para "defender a legalidade".

Legalidade na ótica de militar golpista é propina pela submissão a interesses estrangeiros e de elites de seu país. Não têm o menor compromisso com Honduras ou o que quer que seja que não signifique a hipocrisia da "pátria amada". São bandidos fardados pura e simplesmente, a serviço grandes quadrilhas empresariais, bancos e latifundiários.
Foi assim no Brasil em 1964 quando aceitaram passivamente o comando norte-americano - general Vernon Walther -. Foi assim no Chile quando derrubaram Salvador Allende num golpe conduzido pela CIA e Henry Kissinger. É assim em Honduras, a despeito do boquirroto Barak Obama. Não percebe que não governa coisa alguma, é fantoche, espetáculo num país que vive da exploração de outros e povos do mundo inteiro.
O presidente de Honduras Manuel Zelaya firmou acordos para compra e fabricação de medicamentos genéricos em seu país. A decisão do presidente e a entrada do governo de Zelaya na ALBA - ALIANÇA BOLIVARIANA - para facilitar a compra e fabricação de genéricos geraram uma reação da burocracia - controlada pelas elites - e essas por sua vez, compraram ministros da suprema corte, congressistas e um bando de bandidos fardados para impedir que o acordo se materializasse.

Não é só por aqui que acontecem essas coisas não. É regra geral quando quadrilhas/empresas e o setor farmacêutico é uma das mais perversas e cruéis dentre essas quadrilhas, têm seus "negócios" abalados.

Não basta a condenação pura e simples da Comunidade Européia e das nações do resto do mundo. É sintomático - até agora - o silêncio de Barak Obama (deve ter tomado uma prensa dos donos do seu país, a sede é ali e acordado para a realidade, é só um show).

Torna-se necessário que a reação se transforme em manifestações vivas e contundentes contra generais corruptos e golpistas a soldo de empresas que matam até quando vendem remédios - supostamente para curar -, ainda mais num país como Honduras, onde testam seus venenos até que possam colocar à venda em mercados mais sofisticados.

Imaginar que bandidos desse porte aceitem medicamentos genéricos acessíveis à população e um projeto de saúde pública que contraria interesses das grandes corporações de saúde é acreditar em contos de fada.

Não têm o menor escrúpulo com povo algum exceto aqueles onde estão suas matrizes. E sabem que é fácil controlar elites locais, basta financiar colunas de fofocas e fuxicos, manter uns trocados mensais em contas de meia dúzia de "patriotas" e buscar generais em quartéis. É só mostrar a carteira que se enchem de "brios", "vontade democrática" e partem para a "luta".

O referendo que o presidente Zelaya pretendia realizar hoje estava dentro dos termos constitucionais. A reação da suprema corte e do congresso foi apenas após o pagamento das propinas golpistas. A posição das forças armadas, no caso do general chefe do estado maior, a mesma coisa. Levaram a mala, como fizeram com o Brasil em 64, com Pinochet, os argentinos, e o tal general colocou a farda de gala, as medalhas e foi defender a "constituição", "a democracia".

O povo hondurenho que se dane, é preciso consumir os remédios salvadores dessas empresas, os agrotóxicos no agronegócio dos latifundiários (a maior parte nem fala, grunhe, é que nem Kátia Abreu por aqui, vocifera) e submeter-se ao grande espectro "salvador" dos conglomerados de saúde que controlam o país inteiro.

Vai daí, se o povo não entende esse "patriotismo" (por via das dúvidas para que ninguém seja pego de surpresa, por aqui, quem quiser tomar conhecimento é só acompanhar os discursos e conferências do general Augusto Heleno), eles tomam a si a tarefa de "proteger" o povo e "salvaguardar" a "dignidade nacional".

As contas para os fundos que entram como os que Gilmar Mendes recebe, chegam pela porta dos fundos. Ou seja, são noutras e doutras "pátrias". Todas amadas.

O povo hondurenho tem agora as "benesses" dessas quadrilhas e de quebra, se cismar de reagir, como está reagindo, a borduna fascista de militares golpistas.

Acredita-se que Hilary Clinton fale por Obama e diga que "espero um gesto de boa vontade do presidente Zelaya".

Corra à farmácia mais próxima, de preferência as grandes redes que controlam o "negócio" e se previna. Não falo da gripe suína. No caso de um general bater à sua porta e pedir os documentos mostre cartelas e mais cartelas de medicamentos fabricados pelos grandes laboratórios. Entre em posição de sentido e grite viva o golpe.

Em Honduras a indústria farmacêutica comprou o congresso, a corte suprema, meia dúzia de generais, tudo num pacote só e vai poder continuar "salvando" os hondurenhos.

É hora de luta. Não importa qual. É hora de luta.

domingo, 21 de junho de 2009

MAIS COMÉDIA NO SENADO

Mais um capítulo da interminável comédia que há muito é encenada no senado da república.

O presidente maranhense, que comprou mandato no Amapá, mais uma vez não sabe de nada: são parentes nomeados, atos secretos, planos de saúde vitalícios, serviçais pagos com o dinheiro público, verbas indenizatórias imorais e vôos internacionais, entre tantas e tantas falcatruas.

De novo ele vai investigar, juntar papéis, ouvir testemunhas, formar um calhamaço com nome de processo, mandar para seus pares julgarem e ao final de tudo arquivarem, ou então solicitarem uma apreciação da PGR, que encaminhará ao STF, este receberá recursos, liminares e todo tipo de instrumentos protelatórios, e no final dá no mesmo: EM NADA!

Que moral possui um senado que tem 36% dos seus membros respondendo a processos na justiça ou no Tribunal de Contas?

O que esperar de um senado que a preocupação de 66% dos senadores é a reeleição?


O Renan vai saber dar aquele velho recado:

“ENTROU POR UMA PERNA DE PINTO,
SAIU POR UMA PERNA DE PATO,
SENHOR REI MANDOU DIZER
QUE ME CONTASSE MAIS QUATRO!’